O Setembro Amarelo é um convite para refletir sobre saúde mental, autocuidado e qualidade de vida.
Para aprofundar essa discussão, o Instituto QualiBest realizou uma pesquisa com mais de 4 mil internautas, revelando percepções, sintomas e desafios emocionais vividos pelos brasileiros nos últimos anos.
Como os brasileiros avaliam sua saúde mental
De acordo com o estudo, 75% dos participantes afirmam ter boa saúde mental atualmente.
Ainda assim, esse dado contrasta com outra realidade: 73% relataram sintomas como insônia, cansaço e irritabilidade nos últimos dois anos, todos relacionados a questões emocionais.
Esses sintomas são mais comuns entre as mulheres, evidenciando a importância de olhar para as diferenças de gênero quando o tema é saúde mental.
Sintomas emocionais e busca por diagnóstico
Embora 83% digam cuidar da saúde mental, 37% nunca passaram por consulta com especialistas. Isso sugere que muitas práticas de autocuidado como exercícios, hobbies e tempo com a família são adotadas, mas sem acompanhamento profissional.
Entre os que procuraram ajuda médica, os diagnósticos mais comuns foram:
- Ansiedade (80%)
- Depressão em segundo lugar (43%)
- Síndrome do Pânico, Burnout e Transtorno Bipolar em menores proporções
Esses dados reforçam a importância de ampliar o acesso a tratamentos psicológicos e psiquiátricos.
O que ajuda a melhorar a saúde mental?
A pesquisa mostra que os brasileiros encontram na rotina pequenos aliados para manter o equilíbrio emocional:
- Ouvir músicas
- Assistir séries e filmes
- Passar tempo com a família
- Praticar atividade física (sendo que 61% dos praticantes fazem ao menos uma vez por semana)
Essas atividades funcionam como válvulas de escape diante das pressões cotidianas. Conheça todas elas:

Imagem: Instituto QualiBest – Pesquisa “Saúde Mental no Brasil”
O impacto do trabalho na saúde mental
Mesmo com 68% dos respondentes satisfeitos com seus empregos, o ambiente de trabalho ainda é visto como fonte de desgaste emocional.
- 85% acreditam que o mercado de trabalho contribui, de alguma forma, para o surgimento de doenças emocionais
- 34% afirmam já ter tido a saúde mental impactada pelo trabalho
Os principais fatores apontados foram tarefas excessivas, má remuneração e falta de empatia dos empregadores.
Por outro lado, benefícios como apoio psicológico, boa remuneração e capacitação profissional foram citados como fundamentais para a qualidade de vida.
Convivendo com quem enfrenta problemas emocionais
Um dado relevante é que 33% dos entrevistados convivem com pessoas que enfrentam doenças emocionais.
As maiores dificuldades relatadas nessa convivência são ajudar a pessoa a reconhecer que precisa de apoio e manter a paciência diante do processo de tratamento.
Reflexão para o Setembro Amarelo
Os resultados evidenciam que falar sobre saúde mental vai muito além da conscientização.
É preciso ampliar o acesso a profissionais, criar ambientes de trabalho mais saudáveis e valorizar práticas de bem-estar que promovam equilíbrio.
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