O Brasil possui 30 milhões de mulheres empreendedoras, ou seja, mulher no mercado de trabalho, considerando o total de 52 milhões de pessoas abrindo o próprio negócio, segundo dados do Global Entrepreneurship Monitor 2020.
Entre Microempreendedores Individuais (MEI), elas representam 48%.
Pesquisadores e teóricos sobre o assunto, no entanto, ressaltam que esses números podem ter a ver com o fato de elas terem mais dificuldade que os homens em conseguir empregos fixos – principalmente quando possuem filhos, além de buscarem o próprio negócio para ter uma maior flexibilidade em fazer duplas jornadas.
Em 2021, por exemplo, mulher no mercado de trabalho não aumentou sua participação nos cargos de liderança (queda de 39% para 38%, segundo a Grant Thornton), além de terem perdido espaço de inserção no mercado (51,5% contra 54,3% em 2019) e serem as que mais perderam emprego no país.
Para se ter uma ideia, os homens possuem uma participação de pouco mais de 71% no mercado de trabalho, de acordo com a Fundação Getúlio Vargas – 20% pontos percentuais a mais que elas.
A taxa de desemprego entre mulheres no Brasil é superior à dos homens desde 2012.
A pesquisa mostra que o índice de desempregadas era de 16,45% em 2021 (mais de 7,5 milhões de mulheres), enquanto o índice médio anual de desemprego era de 13,20% no mesmo ano.
A mulher no mercado de trabalho no mundo
Ainda há uma menor participação da mulher no mercado de trabalhoo, principalmente quando se fala em cargos de liderança, não é algo exclusivo do Brasil.
Um relatório recente do Fórum Econômico Mundial mostra que serão necessários mais de 267,6 anos para que a diferença econômica de gênero não exista mais no globo.
Quanto à diferença de salários, o tempo para uma igualdade entre gêneros aumentou de 100 para 136 anos, mostrando que não importa que cresça o número de mulheres no mercado de trabalho, a diferença entre salários se mantém.
Outro estudo, da Catho, mostra que brasileiras em cargo de liderança recebem 23% a menos que homens ocupando o mesmo lugar.
Ao mesmo tempo, as mulheres estão cada vez mais ativas na busca por uma melhora do cenário.
Uma pesquisa do Instituto Rede Mulher Empreendedora (IRME) de 2019 constatou que 69% das empreendedoras possuem ensino superior completo ou mais.
Já em 2021, 45% das mulheres realizaram cursos de formação ou capacitação em empreendedorismo.
Apesar dos desafios ainda enfrentados pelas mulheres no mercado de trabalho — como a desigualdade salarial, a baixa representatividade em cargos de liderança e a dificuldade de conciliar carreira e vida pessoal —, é inegável o avanço e a força da presença feminina no empreendedorismo e na busca por qualificação.
O cenário vem mudando, ainda que lentamente, impulsionado por mulheres que transformam barreiras em oportunidades e constroem caminhos de liderança, inovação e impacto social.
Quer entender mais sobre como o comportamento feminino vem transformando o mercado e inspirando novas tendências de consumo e trabalho?
Acompanhe os estudos e pesquisas do Instituto QualiBest e descubra os insights que ajudam empresas a compreender e valorizar o protagonismo das mulheres na economia.