{"id":2820,"date":"2021-06-16T13:46:18","date_gmt":"2021-06-16T16:46:18","guid":{"rendered":"https:\/\/www.institutoqualibest.com\/blog\/?p=2820"},"modified":"2026-05-15T11:16:18","modified_gmt":"2026-05-15T14:16:18","slug":"diversidade-e-inclusao-genero-arranjo-familiar-e-marcas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.institutoqualibest.com\/blog\/diversidade-e-inclusao-genero-arranjo-familiar-e-marcas\/","title":{"rendered":"Diversidade e Inclus\u00e3o: g\u00eanero, arranjo familiar e marcas"},"content":{"rendered":"<p>Os debates sobre diversidade est\u00e3o mais aflorados que nunca. Por isso, o Instituto QualiBest foi atr\u00e1s de entender esse cen\u00e1rio de diferen\u00e7as e como elas se convergem na chamada inclus\u00e3o a partir de diferentes experi\u00eancias: <strong>cor de pele, religi\u00e3o, orienta\u00e7\u00e3o sexual, g\u00eanero, classe social, idade<\/strong><br \/>\nO estudo, que leva o nome <mark>Diversidade e Inclus\u00e3o<\/mark>, que teve \u00a0o objetivo saber mais sobre o perfil de nossos 250 mil cadastrados no Painel QualiBest, tamb\u00e9m revelou que 7 em cada 10 internautas brasileiros se sentem discriminados hoje no pa\u00eds\u00a0 \u00a0\u2014 ou seja, uma parcela de 66% dos entrevistados.<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A discrimina\u00e7\u00e3o \u00e9 mais sofrida por pessoas n\u00e3o bin\u00e1rias: nove em cada 10 pessoas delas (91%) j\u00e1 passaram ou passam por situa\u00e7\u00f5es de preconceito; enquanto que 85% dos homossexuais e bissexuais tamb\u00e9m mencionaram epis\u00f3dios discriminat\u00f3rios que vivenciaram. J\u00e1 as <strong>mulheres<\/strong> tamb\u00e9m se sentem discriminadas, somando 72% e\u00a0 82% dos entrevistados que se declararam pretos admitindo que passaram por discrimina\u00e7\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p>Os n\u00fameros mostram ainda que pessoas que se declaram amarelas (71%) e praticantes de religi\u00f5es de matriz africana, como umbanda e candombl\u00e9 (76%) tamb\u00e9m s\u00e3o grupos que se sentem mais discriminados hoje no Brasil.<\/p>\n<h2><strong>Gera\u00e7\u00e3o Z \u00e9 mais consciente sobre preconceito<\/strong><\/h2>\n<p><strong>\u00a0<\/strong>Quando perguntamos sobre os tipos de preconceito que reconhecem na sociedade, a Gera\u00e7\u00e3o Z (nascidas entre 1995 e 2010) s\u00e3o as que mais apontaram para diferentes discrimina\u00e7\u00f5es: citam a cor da pele, a orienta\u00e7\u00e3o sexual, o g\u00eanero, a religi\u00e3o, a classe social e as caracter\u00edsticas f\u00edsicas. Isso aponta para a tend\u00eancia de que os mais jovens est\u00e3o antenados e cr\u00edticos em rela\u00e7\u00e3o ao preconceito social.<\/p>\n<p>No entanto, relatam que suas caracter\u00edsticas f\u00edsicas s\u00e3o o principal fator de discrimina\u00e7\u00e3o direcionada a eles: 39% dos entrevistados desse grupo dizer ter passado por preconceito por causa disso.<\/p>\n<p>\u00c9 tamb\u00e9m, um grupo com sexualidade mais flu\u00edda: 14% se declaram bissexuais \u2013 a maior propor\u00e7\u00e3o entre as gera\u00e7\u00f5es abordadas na pesquisa.<\/p>\n<h3><strong>Pretos e pobres<\/strong><\/h3>\n<p>Ainda sob o aspecto da <mark>diversidade e inclus\u00e3o<\/mark>, se a cor da pele \u00e9 o principal motivo (84%) de discrimina\u00e7\u00e3o das pessoas que se declaram pretas, \u00e9 relevante observar que o segundo tipo de preconceito mais citado por elas \u00e9 a classe social: 4 em cada 10 (44%) relatam passar por epis\u00f3dios como esse no dia a dia. \u00c9 um n\u00famero 20 pontos percentuais maior do que o terceiro ponto mais citado por elas \u2013 que, ali\u00e1s, dialoga com as duas primeiras: as caracter\u00edsticas f\u00edsicas (24%).<\/p>\n<h3><strong>Mas, por que \u00e9 importante falar sobre isso? <\/strong><\/h3>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Al\u00e9m de entender como n\u00f3s, enquanto pessoas f\u00edsicas e jur\u00eddicas, podemos mudar hist\u00f3rias com a\u00e7\u00f5es que v\u00e3o desde as mais estruturais at\u00e9 grandes campanhas, \u00e9 preciso ressaltar que uma pessoa discriminada tem mais chances de desenvolver outros problemas. Uma pesquisa realizada na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), por exemplo, mostra que essas pessoas possuem at\u00e9 4,4 vezes mais chances de apresentar <strong>depress\u00e3o, ansiedade<\/strong> e <strong>dificuldade<\/strong> na hora <strong>de se concentrar<\/strong>.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A <strong>classe social<\/strong> \u00e9 uma das raz\u00f5es em destaque quando o assunto \u00e9 discrimina\u00e7\u00e3o, j\u00e1 que 4 a cada 10 entrevistados sofreram preconceito dentro desse contexto. \u00c9 importante ainda interseccionar alguns dados. Por exemplo, sabendo que a popula\u00e7\u00e3o preta soma a grande maioria das pessoas mais pobres do Brasil segundo o IBGE, \u00e9 poss\u00edvel enxergar al\u00e9m dos gr\u00e1ficos e perceber que, muitas vezes, a discrimina\u00e7\u00e3o por classe vem somada ao racismo e pode ser ainda mais impactante na vida daquela pessoa como um todo. O Atlas da Viol\u00eancia de 2020 \u00e9 revelador: em 2018, 75,7% das v\u00edtimas de homic\u00eddio no Brasil eram negras, o que significa um aumento de 11,5% em 10 anos.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Al\u00e9m disso, o <strong>candombl\u00e9<\/strong> &#8211; uma religi\u00e3o derivada de cultos africanos, e a <strong>umbanda<\/strong> &#8211; religi\u00e3o brasileira que traz o sincretismo ind\u00edgena e africano com refer\u00eancias a santos cat\u00f3licos, s\u00e3o as que mais apontaram discrimina\u00e7\u00e3o, enquanto que o catolicismo se viu com menores \u00edndices de preconceito.\u00a0\u00a0<\/span><\/p>\n<h2><b>Como as marcas s\u00e3o percebidas neste contexto?<\/b><\/h2>\n<p>O que vemos \u00e9 que n\u00e3o somente as empresas, mas os consumidores t\u00eam tido um olhar muito mais sens\u00edvel para o tema. Em um outro estudo nosso, sobre <a href=\"https:\/\/institutoqualibest.com\/download\/brand-experience\/\">Brand Experience<\/a> desenvolvido em parceria com a consultoria Top Brands,\u00a0 verificamos que o cuidado da marca com este tema interfere na nova jornada do consumidor na etapa de considera\u00e7\u00e3o, onde a escolha do shopper depende do discurso e atitudes das empresas. Ou seja, sentir-se representado pela marca \u00e9 uma necessidade. E hoje, apenas 24% dos entrevistados acham que alguma marca trabalha o tema de diversidade de forma adequada<\/p>\n<p>A marca mais citada no estudo foi a Natura, do ramo dos cosm\u00e9ticos, seguida pela rival Botic\u00e1rio. Em seguida foram mencionados os nomes de empresas como Avon, Magazine Luiza, Dove, Salon Line, Coca-Cola, Renner e Adidas.<\/p>\n<p>Apesar de o tema da diversidade estar em expans\u00e3o entre os neg\u00f3cios e mesmo no mercado publicit\u00e1rio, o que nossa pesquisa mostra \u00e9 que ainda estamos longe do ideal: a maioria dos entrevistados (57%) se sente pouco ou nada representada pelas pe\u00e7as publicit\u00e1rias que elas criam \u2013 34% dizem que n\u00e3o se sentem nada representados e 23%, pouco representados.<\/p>\n<p>Apenas 3% dos ouvidos na pesquisa admitiram que se sentem totalmente representados pelas propagandas das marcas.<\/p>\n<p>Quando o assunto \u00e9 pronome neutro vemos que 46% dos entrevistados j\u00e1 t\u00eam familiaridade com &#8220;todEs&#8221; ou &#8220;todXs&#8221;. Essa, ali\u00e1s, \u00e9 uma demanda em ascens\u00e3o dos consumidores: quase um ter\u00e7o (31%) dos entrevistados consideram importante que as empresas adotem o pronome neutro em suas campanhas publicit\u00e1rias.<\/p>\n<p>As mulheres, pessoas n\u00e3o bin\u00e1rias ou n\u00e3o heterossexuais, pretos e jovens da Gera\u00e7\u00e3o Z, mostram-se mais simp\u00e1ticos aos pronomes neutros.<\/p>\n<p>Realizamos um <strong>webinar<\/strong> para debater os principais resultados da pesquisa que foi um sucesso. <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=QU7fXqSrf_Q\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Clique aqui<\/a> e veja\u00a0 no final as opini\u00f5es dos especialistas sobre o pronome neutro.<\/p>\n<h2><b>Como foi feita a pesquisa &#8220;<mark>Diversidade e Inclus\u00e3o<\/mark>&#8220;?<\/b><\/h2>\n<p>A Pesquisa <mark>Diversidade e Inclus\u00e3o<\/mark> entrevistou, entre os meses de outubro e janeiro de 2021, via question\u00e1rio quantitativo online, quatro mil pessoas de todas as faixas et\u00e1rias, classes socioecon\u00f4micas e regi\u00f5es brasileiras, representado o perfil do internauta brasileiro. Elas fazem parte de uma base de 250 mil painelistas cadastradas \u00a0no <a href=\"http:\/\/qualibest.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Painel QualiBes<\/a>t para participarem de estudos sobre diferentes temas.<\/p>\n<p>\u00c9 um estudo que permite conhecer mais o <a href=\"https:\/\/institutoqualibest.com\/paineis\/\">painel de respondentes QualiBest<\/a> e acessar com mais profundidade a forma como as pessoas se sentem discriminadas no dia a dia do pa\u00eds.<\/p>\n<p>O Estudo <mark>Diversidade e Inclus\u00e3o<\/mark> teve grandes desafios, por exemplo, como fazer perguntas de forma que as pessoas se sintam representadas nas respostas?<\/p>\n<p>Para isso, contamos com a ajuda de especialistas na \u00e1rea de demografia da fam\u00edlia e de <mark>diversidade e inclus\u00e3o<\/mark> que foram fundamentais para enriquecer a discuss\u00e3o e contribuir para a constru\u00e7\u00e3o de um instrumento de coleta que fosse o ponta p\u00e9 inicial para os ajustes necess\u00e1rios.<\/p>\n<p>Agradecemos a pesquisadora Glaucia Marcondes, do N\u00facleo de Estudos de Popula\u00e7\u00e3o, Elza Berqu\u00f3, pelas discuss\u00f5es com nossa equipe e ao professor F\u00e1bio Mariano Borges da Escola Superior de Propaganda e Marketing. Esse \u00e9 s\u00f3 o primeiro passo. E esperamos que desperte nos leitores a vontade se questionar conosco. Para n\u00f3s os resultados s\u00e3o muito importantes para caminharmos na busca de ter um painel cada vez mais diverso, Inclusivo e representativo da popula\u00e7\u00e3o internauta brasileira.<\/p>\n<h2><strong>Saiu na m\u00eddia:<\/strong><\/h2>\n<p><a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=R11egEc8jFg\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><img decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-15856\" src=\"http:\/\/institutoqualibest.com\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/1200px-CNN_International_logo.svg-300x300.png\" alt=\"\" width=\"43\" height=\"43\" \/><\/a>\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 <a href=\"https:\/\/www12.senado.leg.br\/tv\/programas\/cidadania-1\/2021\/05\/pesquisa-online-revela-que-66-dos-entrevistados-ja-se-sentiram-discriminados\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><img decoding=\"async\" class=\"wp-image-15858 alignnone\" src=\"http:\/\/institutoqualibest.com\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/TV_Senado.svg-300x111.png\" alt=\"\" width=\"95\" height=\"35\" \/><\/a><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/propmark.com.br\/anunciantes\/para-consumidores-maioria-das-marcas-nao-trabalham-tema-diversidade\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><img decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-15859\" src=\"http:\/\/institutoqualibest.com\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/download.webp\" alt=\"\" width=\"55\" height=\"55\" \/><\/a> \u00a0 \u00a0<a href=\"https:\/\/www.meioemensagem.com.br\/home\/marketing\/2021\/04\/09\/consumidores-veem-pouco-apoio-de-marcas-a-diversidade.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-15860\" src=\"http:\/\/institutoqualibest.com\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/conquista-meio-e-mensagem-300x142.webp\" alt=\"\" width=\"112\" height=\"53\" \/><\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O estudo, que leva o nome Diversidade e Inclus\u00e3o, que teve  o objetivo saber mais sobre o perfil de nossos 250 mil cadastrados no Painel QualiBest, tamb\u00e9m revelou que 7 em cada 10 internautas brasileiros se sentem discriminados hoje no pa\u00eds   \u2014 ou seja, uma parcela de 66% dos entrevistados.<\/p>\n","protected":false},"author":7,"featured_media":4179,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[5],"tags":[593,594,595,596,528,597,598,599,600,601,40,602,603,604,605,606,607,608,609,610,611,612,613,614,615],"class_list":["post-2820","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-estudos","tag-atlas-da-violencia","tag-candomble","tag-descriminacao","tag-diversidade","tag-diversidade-e-inclusao","tag-diversidade-no-consumo","tag-empresas-inclusivas","tag-homofobia","tag-identidade-de-genero","tag-inclusao","tag-instituto-qualibest","tag-marketing-inclusivo","tag-misoginia","tag-nao-binarios","tag-numeros-sobre-o-racismo-no-brasil","tag-pesquisa-sobre-diversidade","tag-populacao-brasileira","tag-preconceito","tag-preconceito-por-cor","tag-preconceito-por-raca","tag-racismo","tag-racismo-estrutural","tag-tom-de-voz-da-empresa","tag-umbanda","tag-violencia-contra-mulher"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.institutoqualibest.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2820","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.institutoqualibest.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.institutoqualibest.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.institutoqualibest.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/7"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.institutoqualibest.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2820"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.institutoqualibest.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2820\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.institutoqualibest.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media\/4179"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.institutoqualibest.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2820"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.institutoqualibest.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2820"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.institutoqualibest.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2820"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}