{"id":2363,"date":"2022-03-25T14:38:22","date_gmt":"2022-03-25T17:38:22","guid":{"rendered":"https:\/\/www.institutoqualibest.com\/blog\/?p=2363"},"modified":"2026-05-15T11:22:47","modified_gmt":"2026-05-15T14:22:47","slug":"refugiados-no-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.institutoqualibest.com\/blog\/refugiados-no-brasil\/","title":{"rendered":"Refugiados no Brasil: pesquisa revela perfil, trajet\u00f3ria e dificuldades de imigrantes que vieram em busca de ref\u00fagio no Brasil"},"content":{"rendered":"<p><span style=\"font-weight: 400;\">A pesquisa <mark><strong>Refugiados no Brasil<\/strong><\/mark>, realizada pela <a href=\"https:\/\/estourefugiado.org.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><strong>ONG Estou Refugiado<\/strong><\/a> em parceria com o <strong>Instituto de Pesquisa QualiBest, <\/strong>revelou que o maior problema dos <mark>refugiados no Brasil<\/mark> \u00e9 encontrar trabalho no pa\u00eds. Metade dos entrevistados considera dif\u00edcil ou muito dif\u00edcil conseguir um emprego. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">As raz\u00f5es s\u00e3o a falta de disponibilidade de vagas, n\u00e3o conhecer pessoas que possam ajudar, problemas com o idioma, n\u00e3o conseguir revalidar o diploma e tamb\u00e9m por sentir alguma discrimina\u00e7\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O objetivo do estudo \u00e9 entender o perfil dos refugiados e avaliar a trajet\u00f3ria dos imigrantes, ao mesmo tempo que analisa as percep\u00e7\u00f5es sobre o Brasil e sua popula\u00e7\u00e3o.\u00a0<\/span><\/p>\n<p>Foram feitas 503 entrevistas\u00a0 com homens e mulheres imigrantes de 18 anos ou mais que vivem no Brasil na condi\u00e7\u00e3o de refugiados, solicitantes de ref\u00fagio e residentes tempor\u00e1rio ou por tempo indeterminado.<\/p>\n<p>A amostra do levantamento incluiu pessoas da Venezuelana, Angola e Congo, al\u00e9m de outros pa\u00edses em menor quantidade (Col\u00f4mbia, S\u00edria, Cuba e outros).<\/p>\n<p>Equil\u00edbrio entre homens e mulheres, numa m\u00e9dia de idade de 37 anos e 57% atingiram o ensino superior (completo ou n\u00e3o).<\/p>\n<p>Em seus pa\u00edses de origem eram principalmente assalariados, profissionais aut\u00f4nomos e estudantes. S\u00e3o moradores das cidades de Boa Vista, S\u00e3o Paulo, Manaus, Rio de Janeiro, Florian\u00f3polis, Bras\u00edlia, Curitiba e outras.<\/p>\n<h2><strong>Por que eles sa\u00edram de seu pa\u00eds de origem?<\/strong><\/h2>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cAp\u00f3s o <em>boom<\/em> da migra\u00e7\u00e3o de venezuelanos em 2018-2019 por conta das dificuldades econ\u00f4micas e pol\u00edticas da Venezuela, somado aos refugiados s\u00edrios e africanos, nossa ONG fez esse levantamento e descobriu que o maior problema dos refugiados continua sendo conseguir um emprego. E este tem sido nosso foco de atua\u00e7\u00e3o desde 2018. J\u00e1 inserimos no mercado formal de trabalho mais de 1.000 refugiados\u201d, conta Luciana Capobianco Maltchik, presidente da Estou Refugiado. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A ONG tamb\u00e9m estimula o empreendedorismo e auxilia \u00a0microempreendedores que desejam montar neg\u00f3cios pr\u00f3prios. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Tamb\u00e9m criou projetos de gera\u00e7\u00e3o de renda para refugiados como o \u201cCores do Mundo\u201d, que integra artistas pl\u00e1sticos refugiados.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O que mais motivou a sa\u00edda das pessoas de seus pa\u00edses de origem foram problemas econ\u00f4micos, al\u00e9m de persegui\u00e7\u00e3o pol\u00edtica e guerra. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">No caso de venezuelanos, eles foram movidos principalmente por quest\u00f5es de economia; j\u00e1 os congoleses pela guerra e persegui\u00e7\u00f5es pol\u00edticas. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A escolha pelo Brasil se deu em especial pela facilidade de encontrar trabalho, ter parentes ou amigos no lugar, o desejo de viver no pa\u00eds (mais forte entre os africanos) e indica\u00e7\u00e3o de parentes e amigos. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Venezuelanos escolheram o local movidos mais pela ideia de ter emprego e indica\u00e7\u00e3o de parentes e amigos.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Apesar da semelhan\u00e7a de idiomas, o fator da l\u00edngua se destaca entre as dificuldades de adapta\u00e7\u00e3o dos refugiados, j\u00e1 que poucos estudaram o portugu\u00eas. Em seguida, v\u00eam as dificuldades t\u00edpicas de uma metr\u00f3pole e o clima.\u00a0<\/span><\/p>\n<h2><b><strong>47% dos refugiados j\u00e1 sofreram discrimina\u00e7\u00e3o<\/strong><\/b><\/h2>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Mesmo com todas as dificuldades inerentes a um reposicionamento de carreira no novo pa\u00eds, 47% dos refugiados j\u00e1 sofreram discrimina\u00e7\u00e3o, principalmente em rela\u00e7\u00e3o a nacionalidade e ra\u00e7a. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cAinda h\u00e1 muito preconceito. Com o crescente fluxo migrat\u00f3rio no mundo todo, \u00e9 necess\u00e1rio promovermos a sua integra\u00e7\u00e3o, e conhecer melhor quem s\u00e3o os refugiados\/migrantes e as suas dificuldades para ajud\u00e1-los nesse processo\u201d, conta a coordenadora de pesquisa do Estou Refugiado, Rose Nako.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Ainda assim, os brasileiros s\u00e3o considerados solid\u00e1rios e acolhedores, apesar de serem considerados tamb\u00e9m relapsos, violentos, preconceituosos e reservados &#8211; em percentuais menores. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Durante a pesquisa, 41% dos entrevistados n\u00e3o atribu\u00edram os defeitos \u00e0 popula\u00e7\u00e3o brasileira. Cerca de 71% dos respondentes possuem um relacionamento pr\u00f3ximo com brasileiros e 53% dizem nunca ter sofrido discrimina\u00e7\u00e3o.<\/span><\/p>\n<h2><strong>O que sonham os refugiados no Brasil?<\/strong><\/h2>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Quando solicitado que ranqueassem o que mais desejam, \u201cdar uma vida melhor aos filhos\u201d aparece com o maior percentual de primeiro lugar com 34%. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">J\u00e1 somando o 1\u00b0, 2\u00b0 e o 3\u00b0 lugar, \u201cter um melhor lugar para morar\u201d se destaca com 84%.\u00a0 <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Al\u00e9m disso,\u00a0<\/span>30% dos entrevistados <strong>n\u00e3o quer voltar ao pa\u00eds de origem, <\/strong>com destaque para africanos e aqueles de outras nacionalidades.<\/p>\n<p>Entre aqueles que querem voltar a viver no pa\u00eds de origem, 17% dos entrevistados, temos destaque para os venezuelanos.<\/p>\n<p>E 26% quer voltar apenas temporariamente para passeio e visitar amigos e parentes.<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Os refugiados que possuem Registro Nacional Migrat\u00f3rio ou Registro Nacional de Estrangeiro (RNE) somam mais de 2\/3 da amostra. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Para 39% deles o tempo para obter esse documento foi de at\u00e9 3 meses. Sendo que os venezuelanos conseguem a RNE mais rapidamente quando comparado aos africanos.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Sobre a situa\u00e7\u00e3o a respeito do Covid, tr\u00eas a cada quatro entrevistados n\u00e3o tiveram casos na fam\u00edlia, j\u00e1 entre os africanos h\u00e1 nove em cada dez com pessoas infectadas na fam\u00edlia. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Entre os que pegaram o v\u00edrus, 9% perderam um familiar.<\/span><\/p>\n<p><strong>Sobre a ONG Estou Refugiado:<\/strong> em 2015, a Estou Refugiado nasceu da convic\u00e7\u00e3o de que a quest\u00e3o do ref\u00fagio<br \/>\nestava envolta em uma densa nuvem de desinforma\u00e7\u00e3o e preconceito. Era preciso tomar uma atitude para mudar esse<br \/>\ncen\u00e1rio, dando voz, visibilidade e dignidade a esses seres humanos que precisam muito do nosso apoio e da nossa compreens\u00e3o. Saiba mais em <a href=\"https:\/\/estourefugiado.org.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">estourefugiado.org.br<\/a><\/p>\n<h2><strong>Saiu na m\u00eddia:<\/strong><\/h2>\n<p><a href=\"https:\/\/www.cnnbrasil.com.br\/nacional\/pesquisa-conseguir-emprego-e-a-maior-dificuldade-de-refugiados-no-brasil\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><img decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-15856\" src=\"http:\/\/institutoqualibest.com\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/1200px-CNN_International_logo.svg-300x300.png\" alt=\"\" width=\"50\" height=\"50\" \/><\/a>\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 <a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/mundo\/2022\/03\/refugiados-consideram-brasileiros-acolhedores-mas-sofrem-discriminacao-diz-pesquisa.shtml\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><img decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-17879 size-medium\" src=\"http:\/\/institutoqualibest.com\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/Folha-300x300.webp\" alt=\"\" width=\"51\" height=\"51\" \/><\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O objetivo do estudo \u00e9 entender o perfil dos refugiados e avaliar a trajet\u00f3ria dos imigrantes, ao mesmo tempo que analisa as percep\u00e7\u00f5es sobre o Brasil e sua popula\u00e7\u00e3o. <\/p>\n","protected":false},"author":7,"featured_media":4484,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[5],"tags":[157,457,40,458,459,460,461],"class_list":["post-2363","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-estudos","tag-analise-de-pesquisa","tag-empregos-no-brasil","tag-instituto-qualibest","tag-ong-estou-refugiado","tag-refugiados","tag-refugiados-no-brasil","tag-taxa-de-desemprego"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.institutoqualibest.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2363","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.institutoqualibest.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.institutoqualibest.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.institutoqualibest.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/7"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.institutoqualibest.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2363"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.institutoqualibest.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2363\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.institutoqualibest.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media\/4484"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.institutoqualibest.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2363"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.institutoqualibest.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2363"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.institutoqualibest.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2363"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}