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Copa do Mundo 2026: pós-Copa revela engajamento, marcas e expectativas para 2027

Pesquisa inédita do Instituto QualiBest mostra que 53% acompanharam o máximo de jogos da Copa do Mundo 2026; Coca-Cola, Nike e Adidas preservam as três primeiras posições no ranking estimulado, enquanto a Copa do Mundo Feminina de 2027 já mobiliza os brasileiros.
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Equipe QualiBest
13 de agosto de 2026

Leitura de 7 MINutos

Nem a eliminação do Brasil nas oitavas de final encerrou o interesse dos brasileiros pela Copa do Mundo 2026. Levantamento inédito do Instituto QualiBest, realizado de 24 a 28 de julho de 2026, logo após o fim da competição, mostra que 53% dos entrevistados afirmam ter assistido ao máximo de jogos que conseguiram. Antes do torneio, 46% diziam que pretendiam acompanhar o maior número possível de partidas. A diferença de 6,5 pontos percentuais indica que a Copa mobilizou um engajamento ainda maior do que a expectativa registrada no período pré-competição.

O estudo pós-Copa também revela que 24% dos respondentes acompanharam principalmente os jogos de suas seleções favoritas, enquanto outros 24% restringiram sua audiência às partidas da Seleção Brasileira. Assim, ao somar os que buscaram assistir ao maior número possível de jogos (53%) aos que priorizaram suas seleções favoritas (24%), 77% dos internautas brasileiros assistiram ao torneio para além dos jogos da Seleção Brasileira. 

A Copa do Mundo foi maior do que a trajetória da Seleção

No estudo pré-Copa realizado pelo próprio Instituto QualiBest, os jogos do Brasil eram o principal fator de animação para 51% dos entrevistados, enquanto a falta de credibilidade na Seleção aparecia como desestímulo para 54%. O resultado pós-evento ajuda a resolver essa aparente contradição: a Seleção continua sendo o principal gatilho emocional, mas o produto Copa consegue manter relevância própria quando entram em cena outras seleções, fases decisivas, personagens e conversas sociais.

“A Seleção é o maior acelerador emocional da Copa, mas não é o único. Mesmo com a saída do Brasil nas oitavas, mais da metade dos entrevistados diz que assistiu ao máximo de jogos que conseguiu. Para as marcas, isso significa que a oportunidade não termina quando o time nacional sai: ela continua em toda a narrativa do torneio, desde que a presença seja relevante”, afirma Marlene Treuk, gerente de pesquisa do Instituto QualiBest.

Coca-Cola, Nike e Adidas mantêm o topo: iFood e Mercado Livre avançam

No Top of Mind, que traz a lembrança espontânea de associação única, Nike, Adidas e Coca-Cola formam novamente o principal grupo de marcas associadas à Copa, repetindo no pós-torneio o protagonismo já observado antes da competição.

Na associação estimulada, Coca-Cola, Nike e Adidas mantêm as três primeiras posições do ranking. A Coca-Cola lidera com 55,8% das citações, seguida por Nike (46,3%) e Adidas (38,9%).

O iFood é o principal destaque entre as marcas presentes nas duas ondas da pesquisa, saltando do 13º para o 5º lugar. O Mercado Livre também ganha relevância, avançando da 8ª para a 4ª posição.

Como a lista de marcas avaliadas foi ampliada de 40 no pré-Copa para 60 no pós-Copa, Betano, Brahma, Zé Delivery e Heineken estreiam no Top 15, sem comparação direta com a primeira onda por não integrarem a lista inicial.

Ranking de marcas associadas à Copa do Mundo 2026

Pós-CopaMarcaAssociaçãoPré-CopaMovimento
Coca-Cola55,8%1º │ 74,6%Manteve
Nike46,3%2º │ 64,5%Manteve
Adidas38,9%3º │ 61,9%Manteve
Mercado Livre35,4%8º │ 41,9%Subiu 4 posições
iFood34,5%13º │ 35,1%Subiu 8 posições
Betano29,6%Não constavaSem comparação direta
Brahma29,2%Não constavaSem comparação direta
Itaú28,9%4º │ 47,8%Caiu 4 posições
McDonald’s28,0%7º │ 43,1%Caiu 2 posições
10ºVivo24,1%9º │ 40,6%Caiu 1 posição
11ºZé Delivery24,0%Não constavaSem comparação direta
12ºVisa23,6%5º │ 46,0%Caiu 7 posições
13ºBudweiser23,5%12º │ 36,1%Caiu 1 posição
14ºHeineken22,9%Não constavaSem comparação direta
15ºAmazon22,1%15º │ 32,1%Manteve

Fonte: Instituto QualiBest

Entre as marcas presentes nas duas ondas da pesquisa, Guaraná Antarctica registra queda no ranking, passando da 6ª para a 17ª posição. Também recuam Rexona, da 11ª para a 16ª posição, Qatar Airways, da 14ª para a 22ª, e Ambev, da 10ª para a 23ª. A comparação considera apenas as marcas avaliadas nas duas edições do estudo, já que a lista foi ampliada de 40 marcas no pré-Copa para 60 no pós-Copa. Por esse motivo, as empresas identificadas como “Não constava” não integravam a lista de estímulos da primeira onda e, portanto, não podem ser classificadas como ganhos ou perdas de posição no ranking. As posições no ranking foram definidas numericamente pelo percentual de associação de cada marca, considerando inclusive as casas decimais.

TV e redes sociais praticamente empatam na atenção às campanhas

Quando perguntados quais tipos de ações, propagandas ou promoções de marcas relacionadas à Copa do Mundo de 2026 mais chamaram sua atenção, os internautas brasileiros apontam propagandas na TV aberta ou fechada (40%) e anúncios nas redes sociais (38%), praticamente empatados e separados por apenas 2 pontos percentuais.

Já vídeos elaborados com inteligência artificial foram lembrados por 19% dos entrevistados.

Em média, cada respondente reconheceu 3,2 tipos de ações de marca, enquanto apenas 5,5% afirmaram que nenhuma iniciativa relacionada à Copa chamou sua atenção.

O resultado mostra que não há um único formato dominante na disputa pela atenção do público. Para as marcas, a combinação entre alcance de massa, presença nas plataformas digitais e ativações capazes de gerar participação e compartilhamento continua sendo o caminho mais eficaz para ampliar a lembrança durante grandes eventos.

Copa do Mundo Feminina de 2027 já mobiliza os brasileiros

O interesse pela Copa do Mundo não termina com o apito final da edição masculina. Em uma segunda pesquisa realizada pelo Instituto QualiBest no mesmo período do levantamento pós-Copa, mas com uma amostra independente.

64% dos internautas brasileiros afirmam estar animados ou muito animados com a Copa do Mundo Feminina de 2027, que será sediada no Brasil.

Além disso, 35% dizem que provavelmente ou com certeza irão a um estádio, enquanto 24% ainda não decidiram.

A intenção de acompanhar o torneio combina meios tradicionais e plataformas digitais.

A TV aberta desponta como principal canal, citada por 61% dos entrevistados, mas o YouTube aparece logo em seguida, com 51%, evidenciando a força do consumo de vídeo em diferentes plataformas.

TV por assinatura (28%), Instagram (20%) e serviços de streaming (17%) completam a lista dos principais meios de acompanhamento. Em média, cada entrevistado pretende utilizar 2,3 canais para acompanhar a competição.

O levantamento aponta ainda que 38% dos entrevistados pretendem acompanhar o máximo de partidas possível, enquanto mais da metade acredita no título da Seleção Brasileira Feminina em casa.

No estudo sobre a Copa do Mundo Feminina de 2027, a avaliação das marcas foi realizada exclusivamente por um Top of Mind de associação espontânea e única, sem apresentação de uma lista de opções. Assim, a comparação com a pesquisa da Copa masculina se restringe aos resultados de lembrança espontânea, não sendo aplicável ao ranking de associação estimulada.

Nike, Adidas e Coca-Cola formam novamente a principal trinca de marcas associadas à Copa do Mundo Feminina de 2027, repetindo o protagonismo observado no levantamento da Copa masculina. O principal destaque é a Rexona, lembrada por 5,2% dos entrevistados, ante 1,1% na pergunta espontânea do estudo da Copa masculina, indicando uma associação mais forte à modalidade feminina.

Um dos resultados mais curiosos do estudo é que 11% dos entrevistados citaram “Marta” como a primeira marca que lhes veio à cabeça.

Embora não seja uma marca comercial, Marta demonstra um nível de associação tão forte ao futebol feminino que passa a disputar espaço, no imaginário do público, com empresas tradicionalmente ligadas ao esporte.

“O Mundial feminino de 2027 não começa do zero. Ele já parte de um patamar relevante de animação e intenção de presença nos estádios. Como o Brasil será o país-sede, existe uma janela rara para construir associação com antecedência, combinando o alcance da TV aberta com a participação e a linguagem do YouTube e das redes sociais”, ressalta Marlene Treuk, gerente de pesquisa do Instituto QualiBest.

Metodologia

O Instituto QualiBest realizou, entre 24 e 28 de julho de 2026, dois levantamentos quantitativos online com amostras independentes e exclusivas. O módulo sobre a Copa masculina de 2026 ouviu 805 respondentes; o módulo sobre a Copa feminina de 2027 ouviu outros 804 respondentes. A separação evitou que a exposição às perguntas e aos estímulos de um torneio influenciasse as respostas sobre o outro. As duas amostras incluem homens e mulheres adultos, de diferentes faixas etárias, classes socioeconômicas e regiões do Brasil.

O comparativo pré-Copa utiliza o estudo realizado entre 13 e 24 de fevereiro de 2026, com 1.000 internautas do painel proprietário do Instituto QualiBest. Como as ondas utilizam amostras independentes, as diferenças representam variações agregadas entre momentos, e não a mudança individual dos mesmos participantes.

Na pergunta estimulada do módulo masculino, a onda pré-Copa apresentou 40 marcas e a pós-Copa, 60. Marcas ausentes da primeira lista não recebem movimento de ranking; as variações de posição são mostradas apenas para nomes presentes nas duas ondas. No módulo feminino, a mensuração de marcas foi exclusivamente espontânea. Na onda pós-Copa do módulo masculino, a pergunta espontânea foi usada como leitura qualitativa, sem ranking; o comparativo de posições utiliza a associação estimulada. Percentuais apresentados com arredondamento de uma casa decimal.

Sobre o Instituto QualiBest

Pioneiro em pesquisas online, o Instituto QualiBest acumulou, ao longo dos anos, uma série de ferramentas inovadoras, que vêm transformando a forma de conduzir pesquisa de mercado e buscar respostas para projetos qualitativos e quantitativos de diversos níveis de complexidade. Além disso, compartilha com o mercado com regularidade seus estudos proprietários.

Possui hoje um painel com mais de 250 mil usuários ativos cadastrados em todo o País e já realizou mais de 5.000 estudos. Entre os clientes do Instituto destacam-se Kellogg’s, Heineken, Assaí, Decathlon, Sanofi, Royal Canin, Unilever, Oswaldo Cruz, Vivara e Ogilvy, entre outros.

Leve sua pesquisa de mercado para outro nível com o Instituto QualiBest

No Instituto QualiBest, unimos expertise e tecnologia proprietária para tornar pesquisas de mercado mais inteligentes, ágeis e estratégicas. Pioneiro em pesquisas online no Brasil, hoje o Instituto QualiBest é um instituto full service, com mais de 5.000 estudos realizados e contamos com um painel ativo de 250 mil respondentes.

Marcas como Kellogg’s, Heineken, Assaí, Decathlon, Sanofi, Royal Canin, Unilever, Oswaldo Cruz, Vivara e Ogilvy já confiam no QualiBest.

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