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Guia NPS: o que é, como calcular e como transformar essa métrica em decisões estratégicas

Um guia completo sobre NPS: entenda como calcular, interpretar resultados, evitar erros e transformar dados em estratégias de Customer Experience.
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Equipe QualiBest
29 de junho de 2026

Leitura de 17 MINutos

Imagine que uma empresa acabou de lançar um novo produto. As vendas foram boas, os índices de atendimento parecem positivos e o número de reclamações está abaixo da média. Ainda assim, uma dúvida permanece: os clientes realmente recomendariam essa marca para outras pessoas?

Essa pergunta pode parecer simples, mas responde a um dos fatores mais importantes para o crescimento sustentável de qualquer negócio: a lealdade do cliente.

É justamente para medir essa disposição em recomendar uma empresa, produto ou serviço que surgiu o Net Promoter Score (NPS), uma das métricas de experiência do cliente mais utilizadas no mundo. 

Sua simplicidade de aplicação, aliada ao potencial de gerar insights estratégicos, fez com que organizações de diferentes portes e segmentos incorporassem o NPS às suas rotinas de acompanhamento de desempenho.

No entanto, apesar de sua popularidade, o NPS ainda é frequentemente interpretado de forma superficial. 

Muitas empresas concentram esforços apenas em aumentar a pontuação obtida, sem compreender os fatores que influenciam esse resultado ou utilizá-lo para orientar melhorias concretas na experiência do consumidor.

Na prática, o verdadeiro valor do NPS não está apenas no número final, mas na capacidade de identificar oportunidades de evolução, acompanhar tendências ao longo do tempo, comparar resultados entre diferentes públicos e transformar a percepção dos clientes em decisões de negócio.

Neste guia, você entenderá como funciona o Net Promoter Score, como calcular essa métrica corretamente, quais são suas limitações, quando utilizá-la, como interpretar seus resultados e quais boas práticas ajudam a tornar uma pesquisa de NPS muito mais confiável e estratégica.

O que é NPS?

O Net Promoter Score (NPS) é uma metodologia criada em 2003 pelo consultor de gestão Fred Reichheld, apresentada inicialmente no artigo The One Number You Need to Grow e posteriormente aprofundada no livro The Ultimate Question. Seu objetivo era desenvolver uma métrica simples, padronizada e capaz de indicar o nível de lealdade dos clientes a uma marca.

A metodologia parte de uma única pergunta:

“Em uma escala de 0 a 10, o quanto você recomendaria nossa empresa, produto ou serviço para um amigo ou colega?”

A partir dessa resposta, os consumidores são classificados em três grupos distintos.

Promotores (notas 9 e 10)

São clientes altamente satisfeitos, que apresentam maior probabilidade de continuar comprando, manter relacionamento com a marca e recomendá-la espontaneamente para outras pessoas.

Além de contribuírem para a retenção de clientes, costumam exercer influência positiva sobre novos consumidores por meio do boca a boca e das recomendações.

Neutros (notas 7 e 8)

Também chamados de passivos, esses clientes demonstram satisfação, mas ainda não desenvolveram um vínculo suficientemente forte para recomendar a empresa.

Embora dificilmente façam comentários negativos, também não costumam atuar como defensores da marca e podem migrar facilmente para concorrentes diante de ofertas mais atrativas.

Detratores (notas de 0 a 6)

São consumidores que tiveram uma experiência insatisfatória ou abaixo de suas expectativas.

Além de apresentarem maior risco de abandono (churn), podem compartilhar experiências negativas, prejudicando a reputação da empresa e reduzindo seu potencial de aquisição de novos clientes.

O que o NPS realmente mede?

Um dos erros mais comuns é acreditar que o NPS mede a satisfação do cliente. Embora exista uma relação entre esses dois conceitos, eles não são equivalentes.

O NPS mede, principalmente, a disposição do consumidor em recomendar uma marca, funcionando como um indicador de lealdade e de força do relacionamento construído ao longo da jornada do cliente.

Na prática, uma pessoa pode estar satisfeita com determinado serviço, mas não enxergá-lo como algo que recomendaria a amigos ou colegas.

Da mesma forma, um cliente pode recomendar uma empresa mesmo reconhecendo que alguns aspectos da experiência ainda precisam ser melhorados.

Por isso, o NPS deve ser interpretado como um indicador de advocacy, e não como uma medida absoluta de satisfação.

Essa diferença é importante porque evita interpretações equivocadas e reforça a necessidade de combinar o NPS com outras métricas de experiência do cliente, pesquisas qualitativas e indicadores operacionais.

Por que o NPS se tornou uma das métricas mais utilizadas pelas empresas?

Ao longo dos últimos vinte anos, o NPS se consolidou como uma das principais métricas de Customer Experience (CX) devido à combinação de simplicidade, padronização e capacidade de acompanhar a evolução da percepção dos clientes.

Entre suas principais vantagens estão:

  • facilidade de aplicação em diferentes canais, como e-mail, SMS, aplicativos e pesquisas online;
  • rapidez na coleta de dados;
  • facilidade de comunicação entre áreas da empresa;
  • possibilidade de acompanhar a evolução da experiência do cliente ao longo do tempo;
  • comparabilidade entre diferentes unidades de negócio, produtos ou regiões;
  • apoio à identificação de oportunidades de melhoria.

Outra vantagem importante é que o NPS permite acompanhar tendências. Mais do que observar uma pontuação isolada, as empresas conseguem monitorar a evolução do relacionamento com seus clientes e identificar rapidamente mudanças na percepção do mercado.

Por esse motivo, o indicador é amplamente utilizado por áreas como Customer Experience (CX), Customer Success (CS), Marketing, Pesquisa de Mercado, Inteligência de Mercado e Consumer & Market Insights (CMI).

Boas práticas: O maior valor do NPS não está em descobrir se sua nota é 40, 55 ou 70. O verdadeiro ganho ocorre quando a empresa consegue entender por que essa nota mudou ao longo do tempo e quais fatores influenciaram essa variação.

Como calcular o NPS?

O cálculo do Net Promoter Score é simples e considera apenas dois grupos de respondentes: promotores e detratores.

Os clientes classificados como neutros/ passivos  não entram diretamente no cálculo da pontuação final, embora continuem sendo importantes para análises complementares.

A fórmula é:

NPS = % de Promotores − % de Detratores

Imagine que uma empresa realizou uma pesquisa com 1.000 clientes e obteve os seguintes resultados:

  • 600 promotores
  • 200 neutros
  • 200 detratores

Nesse caso:

  • % de promotores = (600 ÷ 1.000) × 100 = 60%
  • % de detratores = (200 ÷ 1.000) × 100 = 20%

Aplicando a fórmula:

NPS = 60 − 20 = 40

O resultado final sempre varia entre -100 e +100.

Quanto maior a pontuação, maior tende a ser a proporção de clientes dispostos a recomendar a empresa.

Como interpretar os resultados do NPS?

Depois de calcular o Net Promoter Score, surge uma das perguntas mais importantes: o que esse resultado realmente significa?

Embora o cálculo seja simples, sua interpretação exige contexto. Um dos erros mais comuns é acreditar que existe um valor universal que define se um NPS é bom ou ruim. Na prática, uma mesma pontuação pode representar desempenhos muito diferentes, dependendo do setor, do momento da empresa e do perfil dos clientes avaliados.

Por isso, o NPS deve ser analisado como parte de uma estratégia contínua de monitoramento da experiência do cliente, e não como um indicador isolado.

Existe um NPS ideal?

De forma geral, o mercado costuma interpretar a pontuação da seguinte maneira:

Faixa de NPS Classificação Interpretação
75 a 100 Zona de excelência A empresa possui um nível excepcional de lealdade dos clientes, com predominância de promotores e forte potencial de recomendação espontânea.
50 a 74 Zona de qualidade O NPS indica um bom desempenho e uma base sólida de clientes satisfeitos, embora ainda existam oportunidades para aumentar a proporção de promotores.
0 a 49 Zona de aperfeiçoamento O resultado é positivo, mas sinaliza que a experiência do cliente pode ser aprimorada para reduzir detratores e fortalecer a lealdade.
-100 a -1 Zona crítica Há mais detratores do que o desejado, indicando problemas na experiência do cliente que exigem atenção e ações corretivas.

No Instituto QualiBest, utilizamos a seguinte classificação para interpretar os resultados do NPS: Essa divisão facilita a análise do indicador e a identificação do nível de maturidade da experiência do cliente. Ainda assim, é importante lembrar que a comparação deve considerar o histórico da empresa e benchmarks do seu segmento de atuação..

Alguns mercados apresentam naturalmente índices de NPS mais elevados, enquanto outros convivem com notas mais baixas devido às características da jornada do consumidor, da concorrência ou do próprio segmento de atuação.

Por esse motivo, uma empresa que alcança NPS 45 pode estar entre as melhores do seu mercado, enquanto outra, em um setor diferente, pode considerar essa mesma pontuação um sinal de alerta.

Mais importante do que comparar sua empresa com referências genéricas é acompanhar a evolução do próprio indicador ao longo do tempo e, sempre que possível, utilizar benchmarks específicos do seu segmento.

Dica QualiBest: Antes de estabelecer metas de NPS, identifique qual é o comportamento médio do seu mercado e acompanhe a evolução histórica do seu próprio indicador. Um crescimento consistente costuma ser mais relevante do que uma comparação isolada.

Quais fatores devem ser considerados na análise do NPS?

Uma boa análise vai muito além da pontuação final.

Empresas orientadas por dados costumam cruzar o NPS com outras variáveis para identificar padrões e oportunidades de melhoria.

Entre os principais fatores que podem ser analisados estão:

  • região geográfica;
  • perfil demográfico do consumidor;
  • produto ou serviço contratado;
  • canal de atendimento utilizado;
  • tempo de relacionamento com a marca;
  • frequência de compra;
  • segmento de clientes (B2B ou B2C);
  • momento da jornada do consumidor.

Essa segmentação permite identificar grupos específicos que apresentam níveis diferentes de lealdade.

Imagine, por exemplo, que uma empresa obtenha NPS geral de 58. À primeira vista, o resultado parece bastante positivo.

Entretanto, ao segmentar os dados, descobre que clientes antigos apresentam NPS 78, enquanto novos clientes registram apenas 24.

Nesse cenário, o problema não está na experiência geral da empresa, mas no processo de onboarding. Sem essa análise mais detalhada, esse insight provavelmente passaria despercebido.

É justamente esse tipo de aprofundamento que transforma uma pesquisa de NPS em uma ferramenta estratégica para tomada de decisão.

Quando utilizar uma pesquisa de NPS?

O momento escolhido para aplicar uma pesquisa influencia diretamente a qualidade das respostas obtidas.

Realizar a coleta logo após uma interação relevante permite que o cliente tenha a experiência recente em mente, aumentando a precisão do feedback.

Alguns dos momentos mais comuns para aplicação do NPS incluem:

  • após uma compra;
  • após um atendimento;
  • depois da entrega de um produto;
  • ao final de um processo de implantação ou onboarding;
  • durante renovações de contrato;
  • em avaliações periódicas de relacionamento.

A escolha do momento depende do objetivo da pesquisa.

Quando a intenção é compreender a percepção geral sobre a marca, normalmente são utilizadas pesquisas periódicas.

Já quando o objetivo é avaliar uma experiência específica, a pesquisa deve ocorrer logo após aquela interação.

NPS Relacional e NPS Transacional: qual a diferença?

Embora utilizem a mesma pergunta principal, existem duas formas bastante diferentes de aplicar o Net Promoter Score.

NPS Relacional

O NPS Relacional busca medir a percepção geral do cliente sobre a empresa.

Ele considera toda a experiência acumulada durante o relacionamento com a marca e costuma ser aplicado em intervalos periódicos, como trimestralmente, semestralmente ou anualmente.

Seu objetivo é acompanhar a evolução da lealdade ao longo do tempo.

É muito utilizado por empresas que desejam monitorar indicadores estratégicos de Customer Experience.

Exemplos de aplicação

  • relacionamento com bancos;
  • operadoras de saúde;
  • seguradoras;
  • empresas SaaS;
  • varejo recorrente;
  • programas de fidelidade.

NPS Transacional

Já o NPS Transacional mede uma experiência específica.

Nesse caso, a pesquisa é enviada logo após um evento importante da jornada do cliente.

Alguns exemplos incluem:

  • atendimento no SAC;
  • entrega de um pedido;
  • instalação de um serviço;
  • conclusão de uma compra;
  • abertura de um chamado técnico;
  • contato com o suporte.

Como avalia um momento específico, o NPS Transacional ajuda a identificar gargalos operacionais e oportunidades de melhoria em etapas específicas da jornada.

Na prática, muitas empresas utilizam os dois modelos de forma complementar.

Enquanto o NPS Relacional acompanha a saúde do relacionamento com a marca, o NPS Transacional identifica quais pontos da jornada estão impactando essa percepção.

Como estruturar uma pesquisa de NPS eficiente?

Embora a metodologia seja conhecida pela simplicidade, uma pesquisa de qualidade depende de decisões metodológicas que vão muito além da pergunta principal.

Inclua perguntas abertas

O cálculo do NPS informa quanto o cliente está disposto a recomendar a empresa.

Já a pergunta aberta explica por que ele atribuiu aquela nota.

Por isso, é altamente recomendável incluir uma questão complementar, como:

  • Qual foi o principal motivo para sua nota?
  • O que faltou para que sua experiência fosse melhor?
  • O que poderíamos fazer para merecer uma nota 10?

São justamente essas respostas qualitativas que ajudam a identificar oportunidades de melhoria e orientar planos de ação.

Sem esse contexto, a empresa conhece o indicador, mas não compreende suas causas.

Defina o momento correto da coleta

O timing influencia diretamente a qualidade do feedback.

Aplicar uma pesquisa muito tempo depois da experiência aumenta o risco de esquecimento.

Por outro lado, realizar a pesquisa antes que o cliente tenha concluído sua jornada pode gerar avaliações incompletas.

Por isso, é importante identificar quais momentos representam, de fato, pontos relevantes de contato entre cliente e empresa.

Segmente os resultados

Analisar apenas o NPS médio pode esconder diferenças importantes entre grupos de clientes.

Sempre que possível, segmente os resultados considerando fatores como:

  • perfil do consumidor;
  • região;
  • produto;
  • canal de atendimento;
  • faixa etária;
  • tempo de relacionamento;
  • recorrência de compra.

Essa análise torna o diagnóstico muito mais preciso e aumenta a efetividade das ações de melhoria.

Boas práticas: Um único NPS dificilmente conta toda a história. Quanto maior a capacidade de segmentar os dados, maior será o potencial de identificar oportunidades estratégicas para aprimorar a experiência do cliente.

Os principais erros ao utilizar o NPS

O Net Promoter Score é uma métrica poderosa, mas sua simplicidade pode levar a interpretações equivocadas quando utilizado sem uma metodologia adequada.

Em muitos casos, o problema não está no indicador em si, mas na forma como ele é aplicado, interpretado e incorporado à estratégia da empresa.

Conheça alguns dos erros mais comuns e saiba como evitá-los.

1. Analisar apenas a nota final

Receber um NPS de 52 ou 68 pode parecer uma informação suficiente, mas a pontuação isolada dificilmente explica o que realmente está acontecendo.

O número representa apenas um indicador sintético da percepção dos clientes. Para compreender suas causas, é indispensável analisar os comentários qualitativos, segmentar os resultados e identificar padrões entre diferentes perfis de consumidores.

A pergunta aberta que acompanha o NPS costuma fornecer os insights mais valiosos da pesquisa.

2. Considerar o NPS uma medida absoluta de satisfação

Embora clientes promotores geralmente estejam satisfeitos, o NPS não mede satisfação de forma ampla.

Ele mede a probabilidade de recomendação, que é um indicador de lealdade.

Um cliente pode estar satisfeito, mas não considerar a experiência suficientemente diferenciada para recomendar a empresa. Da mesma forma, alguém pode recomendar uma marca mesmo reconhecendo falhas em alguns aspectos da jornada.

Por isso, interpretar o NPS como sinônimo de satisfação pode levar a conclusões equivocadas.

3. Comparar empresas de mercados diferentes

Cada setor possui características próprias que influenciam a percepção dos consumidores.

Serviços financeiros, saúde, telecomunicações, varejo e tecnologia, por exemplo, apresentam jornadas muito distintas e, consequentemente, comportamentos diferentes de NPS.

Comparar indicadores entre segmentos sem considerar esse contexto pode gerar metas irreais ou avaliações distorcidas.

Sempre que possível, utilize benchmarks específicos do seu mercado.

4. Ignorar a representatividade da amostra

Outro erro recorrente é acreditar que um grande número de respostas garante resultados confiáveis.

Na realidade, mais importante do que a quantidade é a representatividade da amostra.

Se apenas um grupo específico de clientes responder à pesquisa, como aqueles que utilizam um único canal de atendimento ou pertencem a determinada região, o resultado poderá apresentar vieses e não refletir a percepção da base de clientes como um todo.

Por isso, a definição da amostra deve considerar critérios estatísticos, diversidade do público e os objetivos da pesquisa.

5. Não transformar os resultados em ações

Talvez este seja o erro mais comum.

Muitas empresas aplicam pesquisas de NPS regularmente, elaboram relatórios detalhados e acompanham a evolução do indicador, mas deixam de utilizar essas informações para promover mudanças concretas.

Quando isso acontece, a pesquisa perde parte de seu valor estratégico.

Mais do que medir a experiência do cliente, o NPS deve servir como ponto de partida para identificar prioridades, implementar melhorias e acompanhar os impactos das ações adotadas.

Dica QualiBest: Um bom programa de NPS não termina quando a pesquisa é encerrada. É justamente nesse momento que começa o trabalho de interpretação dos dados e implementação das melhorias.

Como transformar resultados de NPS em decisões estratégicas

Uma pesquisa de NPS só gera valor quando seus resultados são utilizados para orientar decisões.

Uma forma eficiente de estruturar esse processo é seguir um fluxo contínuo de análise:

1. Coleta dos dados

Realize a pesquisa no momento adequado da jornada do cliente e garanta uma amostra representativa.

2. Segmentação dos resultados

Analise os dados por perfil de cliente, região, produto, canal de atendimento, tempo de relacionamento ou qualquer variável relevante para o negócio.

3. Análise dos comentários

As respostas abertas ajudam a compreender quais fatores motivaram cada avaliação.

4. Identificação das principais causas

Procure identificar padrões recorrentes entre promotores, neutros e detratores.

  1. Definição de planos de ação

Priorize melhorias com maior potencial de impacto na experiência do cliente.

  1. Nova mensuração

Repita a pesquisa periodicamente para acompanhar a evolução dos indicadores e avaliar a efetividade das mudanças implementadas.

Esse ciclo contínuo permite que o NPS deixe de ser apenas um KPI e passe a integrar a gestão estratégica da experiência do cliente.

NPS deve ser utilizado sozinho?

Não.

Embora seja uma das métricas mais conhecidas de Customer Experience, o NPS oferece uma visão limitada quando utilizado de forma isolada.

Para compreender a experiência do cliente de maneira mais completa, é recomendável combiná-lo com outros indicadores.

CSAT (Customer Satisfaction Score)

O CSAT mede o nível de satisfação do cliente em relação a uma interação específica.

É bastante utilizado para avaliar atendimentos, compras, entregas ou serviços recém-concluídos.

Enquanto o NPS mede lealdade, o CSAT mede satisfação imediata.

CES (Customer Effort Score)

O CES avalia o esforço necessário para que o cliente realize determinada ação, como resolver um problema, efetuar uma compra ou obter atendimento.

Quanto menor o esforço percebido, maior tende a ser a satisfação do consumidor.

Essa métrica é especialmente útil para identificar oportunidades de simplificação da jornada.

Pesquisas qualitativas

Entrevistas em profundidade, grupos focais e comunidades online ajudam a compreender aspectos que dificilmente aparecem em pesquisas estruturadas.

Essas metodologias permitem explorar emoções, expectativas, motivações e barreiras que influenciam a experiência do cliente.

Ao combinar diferentes métodos de pesquisa, a empresa constrói uma visão muito mais abrangente da jornada do consumidor e consegue tomar decisões baseadas em evidências mais robustas.

A importância da amostragem em pesquisas de NPS

Uma pesquisa bem estruturada depende não apenas de um bom questionário, mas também de uma amostra adequada.

Quanto mais representativa for a amostra, maior será a confiabilidade dos resultados obtidos.

Para definir o número ideal de entrevistas, é importante considerar fatores como:

  • tamanho da população pesquisada;
  • margem de erro desejada;
  • nível de confiança;
  • heterogeneidade do público.

Em pesquisas voltadas para decisões estratégicas, costuma-se trabalhar com nível de confiança de 95% e margens de erro entre 2 e 3 pontos percentuais.

Por exemplo, considerando um universo de aproximadamente 10.000 clientes, uma pesquisa com cerca de 964 respostas proporciona margem de erro próxima de 3 pontos percentuais, oferecendo resultados estatisticamente confiáveis para análises gerenciais.

Entretanto, tão importante quanto o tamanho da amostra é garantir sua representatividade.

A pesquisa deve contemplar diferentes perfis de consumidores, evitando que apenas determinados grupos estejam representados no estudo.

Quando isso não acontece, o indicador pode apresentar vieses que comprometem a tomada de decisão.

Se você deseja entender mais sobre esse tema, confira também nosso conteúdo sobre como definir amostras de pesquisa.

Perguntas frequentes sobre NPS (FAQ)

O que significa NPS?

NPS é a sigla para Net Promoter Score, uma metodologia utilizada para medir a probabilidade de um cliente recomendar uma empresa, produto ou serviço para outras pessoas.

Como calcular o NPS?

O cálculo é feito subtraindo o percentual de detratores do percentual de promotores.

NPS = % de Promotores − % de Detratores

Clientes neutros não entram diretamente no cálculo da pontuação.

Qual é um bom NPS?

Não existe um valor universal.

A interpretação depende do segmento, da concorrência e do histórico da empresa.

Mais importante do que comparar números absolutos é acompanhar a evolução do indicador ao longo do tempo e utilizar benchmarks específicos do mercado.

NPS mede satisfação do cliente?

Não exatamente.

O NPS mede a disposição do cliente em recomendar uma empresa, funcionando como um indicador de lealdade.

Embora esteja relacionado à satisfação, ele não substitui outras métricas específicas para avaliar a experiência do consumidor.

Qual é a diferença entre NPS, CSAT e CES?

O NPS mede lealdade.

O CSAT mede satisfação em relação a uma experiência específica.

Já o CES avalia o esforço necessário para que o cliente realize determinada ação.

As três métricas são complementares e oferecem perspectivas diferentes sobre a experiência do cliente.

Com que frequência devo aplicar uma pesquisa de NPS?

A frequência depende dos objetivos da empresa.

Pesquisas relacionais costumam ser realizadas trimestralmente, semestralmente ou anualmente.

Já pesquisas transacionais geralmente são enviadas logo após interações importantes, como compras, atendimentos ou entregas.

Quantas respostas são necessárias para uma pesquisa de NPS?

O número ideal depende do tamanho da população, da margem de erro desejada e do nível de confiança da pesquisa.

Além da quantidade de respostas, é fundamental garantir que a amostra seja representativa do público pesquisado.

O NPS pode substituir outras pesquisas de mercado?

Não.

O NPS funciona como um importante indicador de lealdade, mas deve ser utilizado em conjunto com outras metodologias quantitativas e qualitativas para oferecer uma visão mais completa da experiência do cliente.

Conclusão

O Net Promoter Score consolidou-se como uma das principais métricas para acompanhar a lealdade dos clientes e monitorar a evolução da experiência oferecida pelas empresas.

Sua simplicidade de aplicação facilita o acompanhamento contínuo da percepção do consumidor, mas seu verdadeiro potencial está na capacidade de transformar dados em decisões estratégicas.

Quando utilizado com uma metodologia robusta, amostras representativas e análises complementares, o NPS deixa de ser apenas um indicador numérico e passa a orientar melhorias na jornada do cliente, apoiar processos de inovação e fortalecer o relacionamento entre marcas e consumidores.

Mais do que acompanhar uma pontuação, empresas orientadas por dados utilizam o NPS para identificar oportunidades, antecipar problemas e construir estratégias centradas na experiência do cliente.

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