Quando o assunto é saudabilidade, o discurso está na ponta da língua dos brasileiros, independente de sua classe social, idade ou região do país. Afinal, ser saudável é um desejo comum a todos, não é mesmo?

Foi justamente para se aprofundar nessa discussão, que em outubro passado, em parceria com a Consultoria Equilibrium, ouvimos 800 pessoas no país e desenvolvemos o estudo “Da Quinoa ao Bacon: o que norteia as escolhas alimentares dos brasileiros”.

Para os nossos entrevistados, ser saudável é sinônimo de uma boa alimentação aliada a prática de exercícios físicos, no entanto, nossa pesquisa identificou três grupos bem distintos, tendo como princípio a forma como pensam e agem.

Cerca de 15% dos entrevistados se declaram “não saudáveis”, 12% se declaram “saudáveis” e a grande maioria, 73%, se consideram oscilantes, ou seja, em alguns momentos estão mais próximos da saudabilidade, em outros, mais distantes.

Essa oscilação se deve principalmente às atitudes tomadas diariamente, seja na escolha da bebida que iremos nos refrescar, seja no alimento que iremos consumir ou na nossa pré-disposição à prática de exercícios físicos.

Como se não bastassem todas essas escolhas, ser totalmente saudável, pode ser um desafio ainda maior. Para 75% dos respondentes, alimentos saudáveis são mais caros, 57% acreditam que a preparação dos alimentos saudáveis demanda um maior tempo e dedicação e para 45%, alimentos saudáveis não podem ser industrializados.

Embora esses produtos estejam presentes na vida da população, o consumidor não se sente confortável em assumir que os industrializados podem estar associados a uma alimentação saudável.

Além de todas essas percepções, 52% do grupo “não saudáveis” acredita que os alimentos saudáveis não são saborosos, o que explica o fato de apenas 28% do grupo em questão, optar por produtos in natura quando o assunto é prioridade na hora da compra.

Na contramão de tudo isso, o grupo dos “saudáveis” não só acredita que os alimentos são saborosos, como também adora colocar a mão na massa, literalmente: 31% preparam exatamente tudo, desde a massa caseira ao molho de tomate.

Práticas de atividades físicas regulares, substituição de alimentos comuns por orgânicos e integrais e redução do consumo de carne vermelha e doces também fazem parte da rotina dos saudáveis.

No fim das contas, “Da Quinoa ao Bacon” todos buscam o seu equilíbrio!